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O 13 de maio marca o Dia Nacional de Denúncia contra o Racismo, evidenciando as violências deixadas por uma abolição inconclusa


Data de Publicação: 13 de maio de 2026


A farsa da abolição em 1888 não encerrou o ciclo de violência; inaugurou uma nova arquitetura de exclusão. O 13 de maio despoja-se de qualquer caráter celebrativo para consolidar-se como um marco de denúncia histórica e reflexão crítica. A transição para o trabalho livre operou sob a lógica do abandono social estruturado: uma liberdade destituída de terra, moradia, reparação e, fundamentalmente, de dignidade.

Mais do que remeter a uma suposta liberdade formal, a data evidencia que a abolição da escravidão no Brasil não significou liberdade real, mas a reorganização das violências raciais de maneira legal, política e institucional na sociedade brasileira.
Há 138 anos, pessoas não brancas têm suas subjetividades atravessadas pelo racismo estrutural, cujos efeitos incidem sobre as dimensões sociais, culturais, religiosas e econômicas da vida, produzindo políticas de morte, exclusão e precarização, como aponta Achille Mbembe (2018).

No Brasil, o racismo constitui-se como um problema estrutural e estruturante, sustentando processos de exclusão, subalternização e apagamento de cosmovisões negras e indígenas fundamentais para a formação da sociedade brasileira.
Conforme estabelece o Código de Ética Profissional da Psicologia https://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2012/07/codigo-de-etica-psicologia.pdf , a Resolução CFP nº 018/2002 https://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2002/12/resolucao2002_18.PDF e as Referências Técnicas produzidas pelo CREPOP, https://crepop.cfp.org.br/publicacoes/ toda(o) profissional de Psicologia deve atuar no enfrentamento ao racismo, à discriminação e ao preconceito racial, não sendo conivente com práticas ou discursos que reforcem desigualdades e instrumentos de opressão.

A Psicologia tem compromisso ético com o enfrentamento ao racismo, à discriminação e às práticas que reforçam desigualdades e instrumentos de opressão. Reconhecer o racismo estrutural e seus efeitos é parte fundamental da construção de uma sociedade verdadeiramente antirracista.

Casos de racismo podem e devem ser denunciados. No Rio de Janeiro, denúncias podem ser realizadas na DECRADI/RJ (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância), pelo Disque 100, pela Central 1746 e na Casa da Igualdade Racial, que oferece acolhimento psicossocial e jurídico.



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